Arquivos para Maio, 2008

Citroën C6 traz equipamento herdado de avião

Marcelo Gomes

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É um sedã? É um cupê? É uma limusine? Nada disso – ou melhor, não só isso… Quando você pensa na marca francesa Citroën, a primeira coisa que lhe vem à cabeça é o compacto premium C3 ou a minivan Xsara Picasso? Pois você vai se surpreender com os recursos tecnológicos e luxo embarcados no automóvel top de linha da marca francesa, o C6.

Trata-se de um misto de sedã de luxo e cupê de quatro portas que faz referência a veículos legendários da marca, como DS, CX e SM.

Fluidez é a principal característica de design que se identifica rapidamente ao chegar perto do modelo. Seu interior é luxuoso sem ser cafona. Os detalhes que imitam madeira no console central e nas portas, por exemplo, são sobriamente escuros. Todas as informaçoes que dizem respeito à condução são voltadas para o motorista de forma absolutamente clara.

Não, o volante não tem miolo central fixo (característica da linha C4), mas as informações podem ser compartilhadas com os passageiros graças à tela central posicionada na parte superior do painel de bordo, regulável em inclinação. O sistema de display em painel elevado com regulagem de altura permite ao motorista não desviar os olhos da estrada, belo trunfo para garantir a segurança
Deleite para quem gosta de tecnologia à flor da pele, entre os luxos tecnológicos, o C6 traz um dispositivo que nasceu na indústria aeronáutica – notadamente nos aviões militares –, o head-up display, que projeta informações, como a velocidade instantânea, no pára-brisa. Calma! É possível configurar o apetrecho para não ter as informações lá projetadas, caso assim o prefira. Mas é um luxo. As projeções são realizadas por um equipamento que utiliza recursos semelhantes ao teleprompter usado por apresentadores de TV, por exemplo. Assim o motorista não desvia os olhos da estrada.

Com uma ergonomia fantástica, o carro taz assentos múltiplos reguláveis, isolamento acústico em que pouco se ouve o motor – 3.0 V6 (seis cilindros em “V”) de 215 cv (cavalos) – associado a uma transmissão automática de seis velocidades) e conforto térmico.

Complementam o pacote segurança ativa (que previne acidentes) na direção o ABS (antitravamento), o ESP (controle de estabilidade), um alerta de ultrapassagem involuntária de linha e os faróis de xenônio direcionais de dupla função (basta girar o volante que ele aponta pra o lado que o veículo irá). Para garantir a segurança ativa (aquela que ameniza os efeitos da batida), tem-se, por exemplo, nove airbags e apoio de cabeça ativos.

Extremamente macio, o veículo inclui suspensão hidráulica (sobe e desce ao toque de um botão com o carro a velocidade baixa) com triângulos sobrepostos na parte dianteira e de um eixo traseiro Multilink. Essa suspensão ativa flexível com amortecimento variável filtra com destreza as imperfeições da estrada a fim de proporcionar o máximo conforto a bordo – a motorista e passageiros –, independentemente da carga transportada. O quesito conforto inclui toca-CDs com função MP3, seis alto-falantes e comandos no volante.

Produzido em Rennes, na França, traz ainda alerta de ultrapassagem involuntária de faixa (o aviso ocorre quando se muda de faixa a mais de 80 km/h sem que se acione a seta), sistema de ajuda para estacionamento dianteiro e traseiro, limitador de velocidade e freio de mão elétrico. Pelas ruas o modelo chama muito a atenção – afinal de contas, é raríssimo ver um por aí. Em parte por seu caráter exclusivo (custa R$ 230 mil). Muito bem equipado, só traz três opcionais: bancos laterais traseiros com regulagem elétrica, regulagem de distância do banco do passageiro feito pelo descansa-braço traseiro e teto solar elétrico.

FICHA TÉCNICA

Citroën C6
Motor: dianteiro, longitudinal,
V6 (seis cilindros em “V”), 24 válvulas, a gasolina, 2.946 cm³ de cilindrada
Potência: 215 cv a 6.000 rpm

Torque: 29,59 kgfm a 3.750 rpm
Câmbio: automático de seis velocidades

Suspensão: dianteira e traseira independentes Hydractive III com barra estabilizadora e amortecimento variávelFreios: a disco nas quatro rodas, com sistemas ABS (antitravamento)
e ESP (controle de estabilidade)

Dimensões: 4,91 m de comprimento; 1,86 m de largura; 1,46 m de altura; 2,90 m de entreeixos

Peso: 1.834 kgTanque: 72 litros
Porta-malas: 488 litros
Preço: R$ 230 mil

Oirande ou Tabajara

Marcelo Gomes

As Organizações Tabajara são uma empresa fictícia, auto-definida como um “conglomerado monopolista” criado pelo grupo de humor Casseta & Planeta.

Esta empresa faz produtos e serviços falsos - para não dizer esdrúxulos e absurdos - com a intenção de rir. Geralmente os produtos possuem nomes que lembram inglês, mas usando o radical em português. São soezes o prefixo “personal” e os sufixos “-ation” e “-ator”. Exemplos: “Carro Moita Disfarceitor Tabajara” e “Personal Mentirosation Tabajara”.

Na extinta revista Casseta Popular e, em menor escala, no tablóide O Planeta Diário, os cassetas já faziam propaganda, mas parodiando produtos verdadeiros. Como a Globo não permitiria continuar com isso, os Cassetas criaram essa empresa fictícia.

Agora no programa Grande Familia temos os produtos Oirande

Microsoft tenta formar aliança com o portal Yahoo!

Marcelo Gomes

novelas1344.jpgA gigante de informática Microsoft anunciou neste domingo (18) que retomou o processo de negociação com a empresa de internet Yahoo!. As empresas tentam chegar a um tipo de aliança que não envolveria a compra do portal, informou a empresa de Bill Gates em comunicado.

O anúncio foi feito alguns dias depois de a Microsoft retirar a oferta de compra do Yahoo!, no total de US$ 44,6 bilhões, que foi rejeitada pelo portal por ser considerada “insuficiente”.

Mas, após a retirada da oferta, analistas apostavam que a fabricante de software poderia tentar novamente um acordo ainda neste ano, caso a empresa de internet não se recuperasse dos efeitos de dois anos de estagnação financeira.

Hoje, a Microsoft anunciou que “continua explorando e perseguindo alternativas para melhorar e expandir seus serviços on-line e seu negócio de publicidade pela internet”.

A companhia diz estar “considerando, junto ao Yahoo!, uma alternativa que implicaria uma transação com a empresa, mas não uma aquisição de todo o seu capital”.

No comunicado, a Microsoft não especifica se o que está negociando é uma participação no Yahoo!.

“A Microsoft não está propondo neste momento lançar uma nova oferta de compra de 100% do Yahoo!, mas se reserva o direito de reconsiderar esta alternativa em função do que ocorrer no futuro e das negociações que se desenvolverem com o Yahoo!, com seus acionistas, com nossos acionistas, ou com terceiras partes”, indica.

Em 4 de maio, a Microsoft encerrou a tensa situação que se criou em janeiro, quando lançou uma oferta de compra não-solicitada pelo Yahoo! de US$ 44,6 bilhões.

O Yahoo! rejeitou oferta por considerá-la insuficiente e, apesar de a Microsoft ter se mostrado disposta a elevar o preço a US$ 33 por ação, as negociações não avançaram.

A retirada da oferta da Microsoft surpreendeu muitos analistas, que pensavam que a firma faria qualquer coisa para concluir a operação e poder competir com o líder do mercado, Google.

A sombra da TV Globo

Marcelo Gomes

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Desde que a televisão brasileira submeteu sua programação aos números, não se via uma disputa tão desatinada. Em uma emissora, o “caso Isabella” invade o campo de futebol em pleno jogo São Paulo x Nacional do Uruguai, interrompe a transmissão mais popular do Brasil e deixa de mostrar o gol de Adriano para não perder o furo nem a audiência.
Na concorrente, uma novela de enredo altamente improvável transforma praticamente todo o elenco em seres mutantes, frutos de uma experiência científica. Quanto mais o telespectador vibra, mais loucamente a história se ajusta a ele.
Com mais de 40 anos, a gigante Globo ainda vence com folga nas pesquisas de audiência, embora tenha caído 20% desde 2004 (entre 18h e meia-noite, na média nacional, segundo dados do Ibope).
A Record, ao contrário, cresceu no mesmo período quase 150% na audiência nacional, tomou o segundo lugar do SBT no ano passado e, sob o comando do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, investiu nos últimos três anos R$ 300 milhões em equipamentos, instalações e gente. Propõe-se a ficar grande como a outra.
A Folha esteve por um dia nas megainstalações de ambas, que ficam próximas, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, para observar como é a guerra de audiência por dentro da indústria que a produz.
O centro de produção da Globo chama-se Projac (Projeto Jacarepaguá), tem 1,65 milhão de m2 e 6.000 funcionários. O da Record chama-se RecNov (Record Novelas), tem 200 mil m2 e 2.000 funcionários -e já chegou a ser apelidado pejorativamente de “projeca”.

As visitas diferem já na recepção. A Globo escolhe o que mostrará à reportagem e coloca uma assessora para acompanhar os visitantes.
“Eu não falo pela emissora. Nada do que eu digo pode sair na minha boca, é só para facilitar o seu trabalho”, avisa a moça, ao volante de um dos 121 carrinhos elétricos usados para o transporte nas ruas do Projac.
A assessora explica que os funcionários de infra-estrutura são orientados a não abordar os artistas na praça de alimentação. “Isso é uma indústria, como uma fábrica de chocolates ou automóveis. Eles estão produzindo, não são personagens”, diz ela, a caminho da cidade cenográfica de “Duas Caras”, que reproduz uma favela real. O carrinho cruza com outro, que leva Lima Duarte (o prefeito Viriato de “Desejo Proibido”) paramentado com costume e chapéu. A cena remete a algum parque temático da Disney.
Mais tarde, o diretor de infra-estrutura, Mauro Franco Wanderley, autorizado a conversar, fala com a reportagem em “conference call” (viva voz), monitorado pela assessora.
Ele diz que o rigor no protocolo com os visitantes é uma forma de “preservar a magia” das produções.
A Record ainda não está podendo dispensar publicidade. Então, deixa-se vasculhar despudoradamente, atende a todas as curiosidades da reportagem e se faz representar pelo diretor de teledramaturgia, Hiran Silveira, que pode revelar o nome.
Silveira conduz a reportagem por todos os estúdios da emissora, a partir da sala dele. O que impressiona ali não são tanto as dimensões, que atingem 12,1% da área da Globo, mas a rápida multiplicação das instalações.
“Quando cheguei aqui, no dia 1º de maio de 2005, havia apenas uns poucos empregados do Renato Aragão (antigo proprietário do estúdio, que se chamava RA). Se eu embolasse um papel, tinha de colocá-lo no bolso, porque não havia lata de lixo”, conta o diretor. “Aumentamos nossa capacidade em cinco estúdios de 1.000 m2.”
A conversa de Silveira é, digamos, improvisada, “naturalista”, para usar o jargão televisivo. Ele até tem um vídeo preparado sobre a emissora, com uma música espetaculosa de pano de fundo, mas fica claro que o passeio pelas dependências do RecNov não foi ensaiado nem segue um roteiro.
O grupo entra em salas de edição, sonoplastia, efeitos especiais, às vezes erra a porta, mas Silveira segue empolgado explicando tintim por tintim o quanto custou e para que servem os equipamentos.
Na Globo, Mauro Wanderley parece ter o pacote de números pronto. Ele solta o cartucho e fala das incríveis instalações do Projac: os dez estúdios, a fábrica de cenários, o acervo de figurinos com 86 mil peças, a florália onde se criam plantas duplicadas, para revezá-las em cena (enquanto uma toma sol, a outra está sob os holofotes).
Conta que, na hipótese de usar toda a potência instalada da emissora, gastaria o suficiente para abastecer uma cidade de 70 mil habitantes.
Nesse momento, para atenuar a explanação, ele fala sobre a preocupação constante da emissora com o ambiente. “A primeira providência do doutor Roberto [Marinho] ao construir o Projac foi contratar uma empresa para reflorestar a área. Plantaram 40 mil mudas de espécies da Mata Atlântica.”
À saída, a reportagem passa pela gravação externa de uma cena com Alinne Moraes para “Duas Caras”. Alguém chama o diretor Pedro Carvana e surge o primeiro ponto comum às duas emissoras: os herdeiros de sobrenomes famosos. Eles são Avancinis, Saracenis, Farias, Bourys, Mambertis… Todos a serviço da arte e, é claro, da frenética produção numérica.

Japonês é punido por acessar sites pornô 780 mil vezes no trabalho

Marcelo Gomes

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Um funcionário público foi rebaixado no Japão após uma investigação ter revelado que ele acessou, no trabalho, sites pornográficos 780 mil vezes num período de nove meses.

Seus hábitos foram descobertos depois que seu computador foi infectado por um vírus. O homem, de 57 anos, teve a identidade preservada. Ele trabalha para um conselho municipal da cidade de Kinokawa, no sul do Japão.

O funcionário não perdeu o trabalho, mas foi rebaixado de cargo e terá um corte em seu salário ao equivalente a R$ 315 por mês.

A investigação revelou que, apesar de ir todos os dias ao escritório, o funcionário não era muito produtivo.

Sua mania chegou ao extremo em julho do ano passado quando ele surfou em sites pornográficos mais de 177 mil vezes. Isso é o equivalente a quase 10 mil cliques por dia ou a mais de 20 por minuto.

Uma autoridade do conselho municipal disse que ninguém havia percebido a mania obsessiva do funcionário porque sua mesa fica separada da dos demais.