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Eric Schmidt, CEO da empresa, admitiu que usuários estão comprando menos; mas anunciantes ainda estão gastando |
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As ações do Google valorizaram mais de 2% na quinta-feira (16/04) em antecipação à divulgação dos resultados positivos do trimestre. O gigante das buscas entregou números que superaram as expectativas de analistas de mercado. A receita do primeiro trimestre fiscal de 2009 somou US$ 5,51 bilhões, com alta de 6% sobre igual período de 2008, mas 3% inferior ao último trimestre do ano passado. “O Google fez bem em administrar as expectativas”, disse Mukul Krishna, diretor global de mídia digital da Frost & Sullivan. A receita da companhia está em linha com as estimativas, mas o ganho por ação de US$ 5,16 foi melhor que os US$ 4,93 antecipados, um sinal de que o controle de custos está funcionando. As despesas operacionais atingiram US$ 1,52 bilhão no período, consumindo 28% da receita, uma pequena queda em relação ao último trimestre de 2008, quando as despesas somaram US$ 1,65 bilhão. Em conferência voltada aos investidores, o CFO do Google, Patrick Pichette, informou que a empresa tem reputação de ser uma companhia não convencional e que as despesas apresentadas no primeiro trimestre revelam que o grupo entende de gerenciamento fiscal responsável. Eric Schmidt, CEO do Google, disse que a empresa teve um forte trimestre, mesmo diante do clima de instabilidade econômica. “Se você olhar para a situação econômica, nós ainda estamos basicamente em um território intocável”, observou. O executivo reconheceu que os usuários do Google estão comprando menos e que as publicidades têm convertido menos que o de costume, mas ressaltou que os anunciantes continuam gastando. “Achamos que o Google estão bem posicionado para uma recuperação assim que ela ocorrer ou quando ocorrer. Obviamente, não sabemos quando isto irá acontecer”, afirmou. No final de março, o Google informou que tinha 20.164 funcionários em regime full time, número um pouco inferior ao verificado em dezembro, quando a companhia tinha 20.222 empregados. Esses números não contabilizam as demissões anunciadas no início do trimestre. Sobre o YouTube, o Google não especificou a quantidade de conteúdo que suportaria publicidade, mas afirmou que o site de vídeos tem grande potencial de receita. “Qualquer um poderia morrer por um site com o tráfego que o YouTube possui”, comentou Krishna. |
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