Linux: como fazer uma boa migração

Tecnologia 18, Setembro 2007

Então sua empresa decidiu trocar Windows por Linux. De fato, assim como outras companhias ou usuários que decidiram seguir pelo menos caminho, é bem provável que você esteja tomando esta iniciativa para se beneficiar da estabilidade do Linux e da confiabilidade dos padrões abertos. Agora, tudo o que precisa fazer é preparar cuidadosamente este passo.

Uma preparação cautelosa significa não apenas instalar Linux em seu sistema - seja computador já existente ou em uma máquina completamente nova - mas também transferir documentos, marcadores, preferências e configurações do sistema. Em algumas ocasiões também será necessário encontrar aplicações equivalentes em código aberto para aplicações de Windows que você já usava anteriormente.

Para auxiliar sua empresa nesta tarefa, a edição norte-americana do Computerworld preparou três   dicas sobre abordagens próprias para a migração. No entanto, antes de escolher qualquer uma delas, lembre-se sempre que, para qualquer tipo de opção de migração, é importantíssima a realização de um backup completo de qualquer dado que você não queira substituir.

Se você escolher migrar documentos para novos formatos, mantenha originais inalterados - se um documento particular não pode ser convertido corretamente agora, você sempre poderá ter o original como referência. Tendo esse como ponto de partida, vamos aos modelos.

1-) Deixe que o Ubuntu faça parte do trabalho por você
O Ubuntu é uma das distribuições Linux mais populares e atualmente é a maior que traz ferramentas de migração integradas como parte de seu processo de instalação. O sistema tenta fazer a migração para Linux o mais fácil possível, permitindo que você migre arquivos de usuários e mesmo algumas configurações de sistemas já existentes em instalações Windows.

Basicamente se essa for sua opção, verá que, ao iniciar o processo de instalação do Ubuntu, ele vai escanear todos os drives disponíveis do sistema atual e vai procurar instalações Windows. Se ele encontrar uma, vai mostrar todos os usuários registrados nessa instalação Windows e permitirá que você escolha quais deles pretende migrar para Ubuntu, assim como o tipo de dados que será copiado.

As escolhas, porém, não são muito granulares - não é permitido elencar quais arquivos específicos copiar, por exemplo, mas categorias gerais de arquivos. Você pode escolher seus favoritos do Internet Explorer, por exemplo, ou seu papel de parede, seu avatar e ainda conteúdos da divisão “Meus Documentos” como músicas e figuras.

Outro fator interessante está relacionado ao atualizador do Ubuntu. Ele trabalha independente do destino do código do dado. Se você tiver Windows em uma partição ou disco e quiser instalar Ubuntu em algum outro lugar além daquele onde o Windows está, o atualizador vai copiar configurações Windows e documentos que encontrar. Neste formato, a atualização é totalmente “não-destrutiva” o que significa que os dados originais não são tocados de forma alguma.

Se você ficou curioso, pode ler sobre propostas para o futuro para a migração do Ubuntu nos wikis da distribuição.

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Publicado em Tecnologia