A Microsoft é uma empresa estranha. Estranha no bom sentido da palavra, tipo… misteriosa, incompreensível. Uma das manobras mais radicais que tio Bill tomou nos últimos anos foi a criação da linha Live, que abrange tudo da Microsoft relacionado à Internet, incluindo programas e serviços web-based. Nesta nova empreitada, muito lixo foi lançado e exaltado, e é aqui que mora a estranheza da empresa a que me referi no começo deste texto. Serviços dispensáveis, como o Live Safety Center e o Live Favorites, ganharam um enorme destaque bem antes de estarem acessíveis ao grande público; outros, meras reciclagens de programas/serviços já existentes, como o Live Messenger 8 e o Live Spaces, fizeram ainda mais estardalhaço; por fim, programas como o excelente Live Writer, que será mostrado neste texto, quase passaram batidos… Dá para entender?
Concebido como um editor de posts de blogs, o Live Writer faz exatamente isso: permite a donos de blogs escreverem e editarem textos numa interface enxuta e altamente intuitiva. Outra grande vantagem do programa é a possibilidade de centralizar todos os blogs, caso o usuário possua mais de um, num lugar comum. Quer mais? Embora trate-se de um programa da Microsoft, que tem seu próprio serviço de blogs, o Live Spaces, o Live Writer aceita, reconhece e integra-se a um sem número de sistemas e serviços, como o WordPress, o Movable Type e o Blogger.
A integração é, sem dúvida, um dos pontos-chave da qualidade do programa. Ao cadastrar uma conta no Live Writer, ele se encarrega de baixar tudo que é necessário para que a criação e edição seja viável, de maneira confortável e produtiva. Traduzindo, isso garante uma interface WYSIWYG intuitiva, com o próprio layout do blog, em quatro modos de visualização distintos e úteis. As interfaces são as seguintes:
Eu, que sempre abominei irrestritamente editores WYSIWYG (visuais), dou o braço a torcer para o do Live Writer. É muito, mas muito competente. Não no sentido de ser fácil de se manipular, já que todo editor do tipo o é, mas sim pelo código que ele gera. É tão limpo, mas tão limpo, que nem parece que foi criado numa interface visual! Parágrafos respeitados, tags inseridas correta e comedidamente, nada de quebras de linha inúteis, ou mesmo código excedente. Uma beleza!
As configurações são diretas e didáticas. Ainda em inglês, por se tratar de um beta, os programadores foram felizes ao integrar poder com facilidade. Configurações que assustam alguns, como posts agendados, inserção de trackbacks, rascunhos etc. são simples de serem configuradas por aqui. Mesmo nível do painel administrativo do WordPress, por exemplo.
Pontos a melhorar? No pouco tempo em que uso-o, diria que… O tratamento de imagens. Não que seja ruim; na verdade, é estranho. O simples inserir imagem, que deveria ser a coisa mais trivial do mundo, é complicado. Outro ponto (muito) deficiente é no tocante ao agendamento de posts. Com o WordPress, ele simplesmente não funciona. Programando uma data futura no Live Writer, e publicando o post logo em seguida, ele vai para o servidor com a data de 12 de dezembro de 1969, e ali fica, oculto, mesmo quando a data e hora pré-programada chega. Por ora, o recomendado é salvar como rascunho (draft) no próprio programa, e lançar o post quando desejar. Ou então, enviá-lo para o servidor como draft e, lá, programar a data de publicação.
O Live Writer é completo no que se dispõe a fazer, e isso basta. Dá para melhorar em alguns aspectos, como os citados no parágrafo acima, e acredito que ele irá. Além disso, a possibilidade de adicionar plugins dá asas à imaginação, e permite-nos cogitar o que pode ser feito a partir do programa
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15 , Agosto , 2007 as 10:43 pm
[...] que sempre Dicas de plugins irrestritamente editores WYSIWYG (visuais), dou o braço a torcer para o do Live Writer. É muito, [...]